Praça do Trem recebe os aros olímpicos e agitos paralímpicos

Autor: Juliana Romar / Fotos: Ricardo Cassiano

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Os aros olímpicos e os agitos paralímpicos, que enfeitaram a Praia de Copacabana durante os Jogos Rio 2016, estão agora na Praça do Trem, no Engenho de Dentro. As duas esculturas estão expostas ao lado de dois símbolos das Olimpíadas cariocas: o Estádio Olímpico (Engenhão) e a Nave do Conhecimento e Museu Cidade Olímpica. Feitos de plástico reciclado, as obras foram confeccionadas pela artista plástica Elisa Brasil e pelo cenógrafo Tejota Bastos. O material utilizado foi coletado em pontos de apoio da Prefeitura do Rio e da ONG Eccoponto. O trabalho de concepção e instalação foi coordenado pela Empresa Olímpica Municipal (EOM) em parceria com a Fundação Dopper.

– Os símbolos dos Jogos Rio 2016 se tornaram atrações turísticas, servindo de pano de fundo para milhares de selfies de cariocas e turistas e um sucesso de fotos nas redes sociais. As esculturas foram transferidas para a Praça do Trem como uma forma de legado e porque lá fica o Museu Cidade Olímpica – disse o presidente da EOM, Joaquim Monteiro.

Durante os Jogos, as obras de arte foram instaladas nas areias de Copacabana, cumprindo seu papel de ampliar a mensagem de sustentabilidade ambiental e engajar a sociedade com os eventos. Ambas esculturas estiveram totalmente acessíveis e dispostas à interação com o público, a exemplo dos aros olímpicos do Parque Madureira, da pira da Candelária e da hashtag #CidadeOlímpica, na Praça Mauá. Os aros olímpicos foram inaugurados em 27 de julho e permaneceram no local até o final de agosto. Com três metros de altura e seis de comprimento, a escultura foi feita com 65 quilos de plástico reciclado.

Já os agitos paralímpicos, com quatro metros de alutura e três de comprimento, ficaram expostos de 2 de setembro ao fim do mesmo mês. A obra tinha textura e odor, proporcionando inclusão e interatividade em uma criação capaz de aguçar os cinco sentidos. O agito azul, por exemplo, foi feito com uma tela por fora e garrafas de amaciantes recicladas por dentro, para o cheiro de limpeza – que trazia sensação de conforto e de casa – ser facilmente reconhecido. O agito verde tinha cheiro de menta e o vermelho de guaraná. Cada um tinha textura diferente.

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Morador do Engenho de Dentro, o porteiro Valter dos Santos Lima, 56 anos, aprovou a iniciativa de levar os símbolos para a frente do Museu Cidade Olímpica:

– Trabalho em Copacabana e, na época dos Jogos, também fui na areia tirar selfies com as esculturas. Mas não imaginava que elas viriam para tão perto de casa. Voltei agora do trabalho e, quando vi que estavam aqui, decidi fazer mais um registro. Acho muito legal a Zona Norte ganhar esses símbolos, porque valoriza a região e estimula os jovens que frequentam essa área.

As obras de arte integram agora a paisagem externa da Nave do Conhecimento e Museu Cidade Olímpica. Inaugurada em 5 de julho deste ano, o equipamento já recebeu 21.492 visitas e 11.041 cadastros para cursos e atividades de lazer. Com ambientes interativos de alta tecnologia, o espaço funciona na antiga Oficina de Trens do Engenho de Dentro, que foi totalmente restaurada e adaptada. Situado na Rua Arquias Cordeiro, 1.516, pode ser visitado de terça a sábado, das 9h às 21h, e no domingo, entre 9h30 e 16h30.

– Achei ótimo ter um equipamento que guarda uma memória olímpica e paralímpica. Foi um momento bacana para a cidade e vale ficar registrado. Faço sempre caminhadas por aqui, em volta do Engenhão, mas nunca tinha entrado no museu. Achei bem legal e curti o que vi – disse a psicóloga Cristina Oliveira Costa, 43 anos, moradora do Cachambi.

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 O primeiro andar do prédio abriga a Nave do Conhecimento, um espaço interativo no qual a comunidade pode vivenciar o espírito olímpico, através de uma dimensão do impacto dos Jogos e as transformações urbanas realizadas na cidade, além de saber um pouco mais sobre as Olimpíadas, a ciência, a tecnologia e o esporte. Também são oferecidos diversos cursos de idiomas e nas áreas de tecnologia da informação, infraestrutura de redes, produção gráfica, robótica, internet das coisas, design gráfico, web design, computação gráfica, produção de vídeo e fotografia, games, entre outras.

O Museu Cidade Olímpica, no segundo andar do prédio, conta com simuladores que permitem o público viver a experiência de ser um atleta olímpico. Eles podem disputar uma corrida de 100 metros, comparando sua velocidade ao de um atleta; avaliar sua disposição em uma simulação de remo ou coletivamente; disputar uma corrida em bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência; e voar de asa delta apreciando as paisagens da cidade. O visitante ainda pode estar próximo à tocha olímpica Rio 2016 e visualizar, de forma virtual, a chama que representa o fogo olímpico. O local abriga um acervo sobre o legado dos Jogos, além de uma exposição de medalhas.

 

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