CURSO GRATUITO DE “INGLÊS PARA O TURISMO” ATRAI CARIOCAS PARA AS NAVES DO CONHECIMENTO

Autor: Juliana Romar / Fotos: Ricardo Cassiano

navA poucos dias da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014, a funcionária pública Patricia Guedes, 42 anos, já se sente segura e confiante para hospedar por dez dias um jovem americano em sua casa em Vista Alegre, bairro da Zona Norte da cidade. Ela é aluna do curso gratuito “Inglês para o Turismo”, ministrado às sextas-feiras na Nave do Conhecimento de Irajá.

– Minha irmã mora fora do Brasil e me perguntou se eu poderia durante a Copa do Mundo abrigar na minha casa um rapaz, do qual ela foi babá. Aceitei, mas imediatamente decidi que tinha de fazer um curso de inglês para conseguir me comunicar com ele. Inscrevi-me aqui na nave e estou adorando as aulas. E como o curso é voltado para o atendimento a turistas, sinto-me preparada e acho que vou conseguir me sair bem. Sempre quis aprender inglês, aqui as aulas são focadas e vamos direto para a conversação. É muito bacana – contou.

O curso “Inglês para o Turismo”, uma parceria da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia (SECT) com a Sequoia Fundation e tem como objetivo ensinar inglês abordando o contexto da área de turismo, através de aulas presenciais e ferramentas web, utilizando os recursos tecnológicos disponibilizados pelas Naves do Conhecimento de Irajá, Madureira, Penha, Santa Cruz, Vila Aliança (Bangu) e Triagem, e nas Praças do Conhecimento de Padre Miguel e de Nova Brasília, no Complexo do Alemão.

4755492Além de aprender o idioma inglês, os alunos têm a possibilidade de desenvolver habilidades tecnológicas que podem ser muito úteis e importantes para a continuidade de seu aprendizado em línguas estrangeiras. Ao final do curso, todos recebem um certificado de conclusão. Outra finalidade do curso é estimular o trabalho voluntário. Após a conclusão dos estudos, cerca de 20 alunos já atuam como voluntários nas aulas ministradas nas Naves do Conhecimento de seu bairro ou comunidade.

– Aqui nas aulas trabalhamos o atendimento ao turista voltado para os grandes eventos que a cidade vai receber, como a Copa do Mundo e a Olimpíada em 2016. Queremos que as pessoas percam o medo de se comunicar com um estrangeiro, por isso, as aulas são práticas, dinâmicas e interativas, com brincadeiras e muita conversação. Os alunos aprendem expressões do cotidiano, a dar informações, explicar caminhos e rotas, os pontos turísticos, as direções e a estrutura que envolve o evento. É um trabalho diferenciado, mas que vem dando um resultado muito positivo e vem mudando a vida de algumas pessoas, como a de uma aluna que é faxineira e já aumentou a sua clientela na Zona Sul, por conseguir se comunicar com os turistas estrangeiros – afirmou Fernanda Peixoto, professora que ministra o curso na Nave de Irajá.

4755472Com duração de seis meses e carga horária-aula de duas horas por semana, o curso conta com um professor nativo direto dos Estados Unidos, um professor virtual de inglês brasileiro e um monitor de inglês contratado na própria comunidade beneficiada pelo projeto das Naves do Conhecimento. Os professores virtuais ficam em contato com diversas salas de aula simultaneamente, utilizando-se do software Webex, próprio para este tipo de interação.

O hispano brasileiro radicado em Londres Diego Souto Van Helde, 30 anos, é um dos professores virtuais. Ele chegou ao Brasil na última quinta-feira (29/05) para pesquisar, durante os meses de junho e julho, “como as tecnologias – através do Projeto Naves do Conhecimento – podem melhorar o aprendizado independente na Zona Norte do Rio de Janeiro”. O estudo faz parte da sua tese de mestrado de Antropologia, Sociologia e História do Brasil no King’s College University, em Londres. Durante esse período, ao invés de interagir apenas à distância (pelo Skype) com os alunos, Diego vai trabalhar presencialmente como voluntário nas Naves do Conhecimento de Madureira (quarta-feira) e de Irajá (sexta-feira).

– Essa experiência de ser voluntário é muito boa. Minha missão é conseguir tirar o medo das pessoas de falarem com estrangeiros. Com essa participação nas aulas pelo Skype eu percebo que os alunos adquirem mais confiança e que consigo de alguma forma quebrar esse bloqueio de comunicação. Porém, sem dúvida nenhuma, o contato pessoal é muito melhor. Estar aqui no Brasil e ver uma Nave do Conhecimento de perto me impressionou bastante. Fiquei surpreso com a tecnologia e a estrutura oferecida e tudo de maneira gratuita. Um serviço público de altíssima qualidade que não vi nada parecido em nenhum lugar lá fora. Quem sabe um dia, através da minha pesquisa, não consigo levar essa ideia para outros lugares, como a África, por exemplo? – indagou o professor.

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Sobre sectrj

Blog da Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia do Município do Rio de Janeiro
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